quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cinema com o filme Captain America

O século XX é o século do cinema e das suas ramificações (TV, video, computador). Desta forma seria compreensível que o sistema de ensino tentasse integrar o cinema e o audiovisual, colmatando assim uma falha do sistema de formação, fornecendo instrumentos que permitam um relacionamento mais vasto com estas realidades.
O cinema aparece no contexto do florescimento dos mass media, iniciado com a imprensa e posteriormente com a rádio. O cinema, ao reproduzir imagens e sons da realidade, materializa o aforismo "ver para crer" e ganha uma dimensão de veracidade, nunca antes experimentada, através de verosimilhança com o real ou dos fenómenos sensoriais de apreensão do real.
É neste contexto e com esta vantagem que o Poder e particularmente os regimes do início do século, usaram o cinema como elemento fulcral de propaganda de massas de que são exemplos os realizadores Eisenstein e Pudóvkin no regime comunista soviético de Estaline, ou Leni Riffenstall no III Reich de Adolf Hitler.
Do outro lado do Atlãntico, a iniciativa privada promovida pelo capitalismo americano faz sair das objectivas das máquinas de projectar um feixe de luz composto por estrelas, mitos, ilusões, que provocaram e direccionaram até hoje o imaginário, os valores, os anseios e os ideiais de grande parte do público à escala planetária. Como refere Edgar Morin "as Estrelas de Cinema (...) Estas divindades, criaturas de sonho resultantes do espectáculo cinematográfica (...) são seres que têm as propriedades simultaneamente do humano e do divino, análogas em certos aspectos aos heróis mitológicos ou aos deuses do Olimpo, suscitando o culto, mesmo uma espécie de religião".
O fenómeno cinematográfico extravasa, assim, largamente, a sala de cinema, e a sua omnipresença sente-se hoje na televisão e na publicidade. "As estrelas continuam a apadrinhar produtos de lingerie, cosméticos, concursos de beleza, competições desportivas, vendas de escritores, festas de caridade, eventualmente eleições: nos Estados Unidos, as estrelas intervêm activamente nas campanhas políticas". Quando Edgar Morin escreveu o seu "Estrelas de Cinema", em 1972, não podia prever que Ronald Reagan, um ex-actor de cinema, viria a ser presidente dos EUA.
Outro aspecto que não pode ser negligenciado relaciona-se com o lugar de relevo que o cinema ocupa hoje na sociedade. De facto, aos jovens são propostas imagens em movimento que os cultivam, estimulam, interessam, impressionam, influenciam e condicionam. Hoje os jovens vêm mais imagens do que letras, e essas imagens têm por vezes mais peso do que a informação fornecida pela leitura.
O cinema e o audiovisual surgem-nos, hoje em dia, como uma inevitabilidade. Por outro lado, a imagem e a imagem em movimento suscitam as suas mensagens, propõem-nos modelos e comportamentos, condicionam de uma forma positiva ou negativa a nossa atitude e concepção do mundo. É deste fenómeno tão abrangente que tratamos.
Para quem acredita no modelo de sociedade que temos, baseado no escolarização dos mais novos, na transmissão de conhecimentos e valores a aplicar na vida de adultos e, desta forma, passar a mensagem às gerações futuras, seria necessário que o estudo deste fenómeno social, político, artístico que é o cinema e o audiovisual, estivesse contido nos currículos escolares de forma disciplinar. A grande maioria dos jovens portugueses contactam com o cinema e o audiovisual fora da escola, de uma forma empírica, não obstante a unânime importância atribuída por autores e pedagogos a estes meios de expressão e comunicação na efectiva formação dos jovens.
É portanto difícil que, para quem acredita na formação dos jovens através da escola, aceitar que esta esteja de costas voltadas para a realidade, permitindo que, sem instrumentos, porque não foram dados, os nossos jovens sejam condicionados, informados, meros consumidores de quem usa estas linguagens como forma de manipulação. Esta é a vertente mais imediata da implicação socio-política da ausência do cinema e do audiovisual na escola.
Por outro lado, as possibilidades artístico-expressivas do cinema e do audiovisual são dificilmente acessíveis às camadas mais jovens da população escolar. A tendência é de secundarização das áreas artístico-expressivas na política do ensino em Portugal por oposição à legislação em vigor.
Espera-se por parte dos agentes de ensino, e em particular dos professores das áreas artísticas, uma tomada de posição objectiva na defesa dos valores em que acreditam, consubstanciadas em atitudes e acções que façam prevalecer o Homem enquanto ser criativo, expressivo, sensível e equilibrado.

                                                                                                                       Página da Educação.

A realização desse momento de prazer que foi oferecido para os jovens do programa Projovem, tem grande importância para a formação dos mesmos. Assim o acesso a meios modernos de entretenimento e de aprimoramento dos conhecimentos teóricos e vividos, deve ser mais explorados nas comunidades sinopenses, e por esse motivo, a Secretaria de Assistência Social, vem a cada dia explorando e realizando tais eventos para esses fins, para que num futuro próximo, todos venham a desfrutar dos mais diversos prazeres que uma sociedade pode oferecer.













Tarde no SESICLUB com o Projovem


Lazer é o que fazemos quando não estamos presos a nossos laços de compromisso ou de obrigação. É aquilo que fazemos por prazer ou diversão, para a nossa satisfação pessoal - colocada acima de qualquer outra função... Também é aquele outro nome que dão ao que fazemos quando dançamos, ou lemos um livro até adormecermos, ou quando escutamos uma música que gostamos, saboreamos uma pizza ou assistimos um teatro, ou ao que sentimos com um carinho. Lazer é o nome de tudo aquilo que queremos fazer a cada instante, embora só possamos fazer de vez em quando... talvez seja o nome daquilo por quê todos nós daríamos uma bela parte de nosso viver só pelo prazer de viver...




























A tarde no SESICLUB fora um evento idealizado pela Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação, no setor que vincula suas atividades com o Projovem, com objetivo de levar diversão e motivação somando ao lazer para os jovens ingressados no programa. Trabalho que faz uma socialização com o mundo, sendo muito importante para os jovens, dentro de nossa sociedade sinopense.